sexta-feira, 26 de junho de 2015

The Octowall


Sentadinha no Le Pain Quotidien do meu bairro, a fazer amigos imaginários...

#Combophoto project by Stephen McMennamy

É simples:
Um diretor de arte. Uma máquina fotográfica. 
Imaginação. Juntar duas fotos. Et voilá!

Já existem vários projetos de montagens, mas este mereceu um post.

“It’s really just from looking around and seeing what things are out in the world might make for an interesting fit or what would make for a nice contrast once combined. As far as process, it’s just a matter of me hunting things down and aiming for the cleanest shot possible.” - McMennamy 













quinta-feira, 25 de junho de 2015

O Napoleão tem sempre razão

Foram várias as vezes que respondi "- Não, ainda não li a Revolução dos Bichos!" e ficava a sentir-me nhónhó por ainda não ter lido esse livro. Pois é, agora vem a parte do "mas".

...Mas tudo isso mudou. Sinto-me uma mulher mais completa agora. Não só porque fui a primeira vez passear pelo famoso Minhocão aqui em Sampa, como fui lá para ir no mercado das pulgas (como quem diz "le marché aux puces") e vim de lá com duas compras bem boas. Para além de ter comprado mais dois vinis para a coleção (Jimi Hendrix e Art Tatum), dei de caras com esta maravilhosa capa do livro que queria tanto ler - edição de 1975. Nem hesitei, meti a mão no bolso, procurei 5 reais, agradeci as meninas simpáticas da feira e fui embora feliz, com a sensação que tinha acabado de ganhar a lotaria.
Agora vem a melhor parte: podem perguntar as vezes que quiserem, que já poderei responder sem nhónhónhices: "- Claro que já li esse livro!" 

Em relação a essa revolução, nunca tive jeito para escrever críticas literárias (aliás nem para qualquer tipo de críticas) e mesmo que tivesse, estou sem tempo, já são 15h28 e eu ainda não almocei.
Posso dizer que é um dos melhores livros do George Orwell. A imaginação dele para interpretar as realidades sociopolíticas é de uma genialidade incrível.  E claro que fiquei irritada mais uma vez, porque ler George O. é ler sobre a merda do poder que o ser humano tanto deseja ter para cometer os mesmos erros de sempre. Foda-se só de escrever sobre isso, já me estou a irritar de novo. Resumindo, "Todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que os outros", já dizia o Napoleão e o Napoleão tem sempre razão.

Agora, se não se importam, vou almoçar.


segunda-feira, 22 de junho de 2015

L'esprit d'escalier

Dia meio aborrecido. Final de tarde, já não estava à espera de nada nem de ninguém que me pudesse dar algum entusiasmo.
Estava enganada. Surgiu uma chamada pelo Skype e lá estava eu com o meu sorriso saudoso para falar com o meu cher amiMonsieur Frade.
No meio da nossa conversa, surgiu o momento que me levou a escrever o post de hoje.
Mas primeiro tenho a dizer que uma das coisas que mais gosto na nossa relação, é que aprendo sempre algo novo e interessante, seja numa conversa de 5 minutos ou de 5 horas. E desta vez não foi diferente. Aprendi uma expressão francesa que nunca tinha ouvido falar (e eu é que nasci lá...): "l'esprit d'escalier" cuja tradução literal seria "o espírito da escada".


Fiquei curiosa por ser francês e fiquei ainda muito mais curiosa por ver esse meu amigo tão encantado com a tal expressão, o que me levou 
a pesquisar mais sobre o assunto até descobrir a origem dessa mesma expressão que não tem tradução na nossa língua.
Século XVIII, durante um jantar, o filósofo francês Denis Diderot ficou sem palavras no momento em que lhe foi feita uma observação e disse: " - um homem sensível como eu, oprimido pelo argumento levantado contra si, fica confuso e só pode pensar com clareza outra vez quando ele atinge o fundo das escadas".

Essa expressão passou a representar a resposta ideal quando já é tarde demais. É usada para descrever um argumento ou um comentário inteligente que chega tarde demais para ter alguma utilidade. Essa situação geralmente causa algum sentimento de arrependimento por não ter pensado na resposta quando mais era necessária ou adequada.

Quem nunca ensaiou um discurso quando está a tomar banho ou a arranjar-se e depois chega o momento para dizer tudo certinho e nada sai porque o cérebro está numa de gaguejar...? Já me aconteceu várias vezes, mais do que eu gostaria até.
Aprender uma expressão nova tem essa graça: situações, sensações e sentimentos que já tivemos várias vezes nas rotinas da vida, e que identificamos na hora quando descobrimos que afinal existe um nome/expressão que os define.

Obrigado meu querido amigo por mais uma!



domingo, 21 de junho de 2015

segunda-feira, 15 de junho de 2015

"Windows of the world" por André Vicente Gonçalves















De Albufeira a Veneza, não faltam janelas neste lindo projeto.
Porque está aqui no meu incrível Blog? Seguem as respostas por ordem alfabética para evitar conflitos:

- Porque adoro arquitetura
- Porque adoro janelas (talvez porque quando era pequenina me atirei de uma....)
- Porque adoro padrões
- Porque o fotógrafo é português
- Porque podia resultar nuns posters catitas (ou futuras ilustrações)
- Porque viajar é ter oportunidade de ver esses pormenores
Link


sexta-feira, 12 de junho de 2015

A sardinha emigrante.

Gostava de escrever um texto sobre esta minha ilustração, mas não consigo. Só me vem uma palavra à cabeça: saudade.
Fez agora 1 ano que troquei as ginjinhas pelas caipirinhas, até aí tudo bem. Agora, as sardinhas?? Valha-me nosso Senhor, mas não dá para trocar!



Ads: "Lift" by HSBC



Ad Agency Grey London

"Running a business is about more than just the numbers — it’s about people and human ambition. To encapsulate this, Grey London has created a film depicting one man’s journey, from the launch of his company in 1974 up until the present day, and tells the story of everything he’s experienced in between: the up-and-down, four-decade journey of a business, from start-up to multinational corporation. The twist? It’s set entirely in a lift. “The lift film is really a metaphor for the journey of a business and the people that run it. It takes us through time, and you get to see and feel events in the lifecycle of a business. Yes, it’s a lift journey but it’s the most extraordinary lift journey in the world”, says Nick Rowland, Creative Director at Grey London."

terça-feira, 9 de junho de 2015

Sofro de dromomania e não só.

Sofro disso e não é pouco. E não é muito...bastante até. 
Descobri o nome hoje, mas os sintomas já os tenho desde muito cedo.
Resumindo, tenho a doença do viajante e espero que nunca tenha cura.
Meti-me na cabeça quando tinha 9 anos, durante a primeira viagem sem os meus pais para a Alemanha, que iria dar a volta ao mundo, pelo menos uma vez. Não ofereci qualquer tipo de resistência a essa ideia louca e cá estou eu com 32 anos a cumprir essa vontade cada vez que eu posso.

Tenho um mapa mundo gigante no meu quarto e não há melhor sensação do que riscar mais uma cidade onde já tive oportunidade de estar. Mas cada vez que olho para ele, normalmente quando me deito ou quando acordo -  se não estiver atrasada -  apercebo-me que ainda faltam muitos países, faltam muitas cidades. Segundo os meus cálculos (mentira, foi através de uma app) já viajei 14% do mapa. "Só????" pensei eu. Conclusão, a próxima viagem já foi marcada: New York. Hell yeahhhh baby! Esta viagem já estava na lista há anos e dia 24 de Julho pareceu-me uma óptima data para dar mais um rabisco no mapa.

Dei esta volta toda no assunto para dizer que ao ler este artigo interessante sobre "A World of Languages" percebi que talvez por eu ser dromomaníaca (?), que isso tens os seus efeitos secundários. Um deles é a de querer sempre aprender novos idiomas. Sempre tive interesse de entender e de querer comunicar na língua dos locais por onde viajo. A memória é que me tem traído ultimamente, mas isso seria assunto para outro post.
Ainda sobre esse mapa de línguas, só tenho uma coisa a dizer aos chineses:
- Menos, China. Menos.


Obrigado ao Jorge Teixeira pelo share do infográfico.


 Link do artigo 

Streetart-up comedy


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Vídeo do dia: "Totally Free" directed by Daniel Soares

Nunca pensei dizer isso, mas eu merecia levar com um par de patins.
Andar de patins chegou a ser uma rotina durante grande parte da minha infância. Fiz patinagem artística durante uns bons anos. Foram vários os campeonatos nacionais, as medalhas e as taças acumuladas. A verdade é que quando não estava a patinar, estava a correr feliz para os treinos e quando me perguntavam o que eu queria ser quando fosse grande, eu respondia: "- Patinadora profissional!" Até que um dia deixei a competição e, sem me aperceber, fui arrumando os patins no armário.
Hoje ao ver este vídeo, intitulado "Totally Free" fiquei com tanta vontade, mas tanta vontade de abrir a porta do armário. Não fossem os 7.947,62 km de distância, poderia estar agora mesmo a remediar este erro que tenho vindo a cometer há demasiado tempo para eu ficar indiferente.
Sinto agora que nunca deveria ter parado. Nunca deveria ter "esquecido" por tanto tempo o quanto andar de patins me arrancou piruetas de sorrisos e que apesar das várias quedas e bolhas, desistir de patinar nunca fez parte dos meus planos.
Espero que os meus patins me perdoem um dia.
E daqui vou direta para uma loja online.
Boa noite.


"Daniel Soares sempre teve “curiosidade por pessoas que fazem coisas fora do comum”. Na cidade norte-americana de São Francisco, onde viveu durante alguns anos, o jovem português nascido na Alemanha viu um grupo de pessoas a patinar num parque. “Fiquei imediatamente intrigado”, diz ao P3, por e-mail, o realizador de “Totally Free”. “Pessoas com trajes coloridos, de todas as idades, raças e camadas sociais, todas unidas por uma paixão: andar de patins.” O criativo — que já passou por agências portuguesas e alemãs e agora vive em Los Angeles — decidiu avançar com o projecto pessoal de realizar um mini-documentário sobre aquela comunidade de patinadores. Conheceu-os num dia e no fim-de-semana seguinte já estava a filmar. “Juntei um pequeno grupo de pessoas que também acreditava no projecto e metemos mãos à obra. Filmámos em dois dias”, conta. A mensagem que Daniel quer passar não se resume aos patins. “Quando somos crianças fazemos tudo o que nos dá prazer, independentemente do que os outros possam achar. Com o passar do tempo, começamos a olhar mais para os outros e a julgar isto e aquilo”, acredita. No caso dos patinadores cuja história ficamos a conhecer no mini-documentário, é este "hobby", muito popular nos Estados Unidos nas décadas de 1970 e 1980. Em pouco mais de uma semana, “Totally Free” já foi visto mais de 111 mil vezes no Vimeo, plataforma onde foi destacado como “Staff Pick”. “Mais importante que isso é que o maior número de pessoas conheça estas histórias”, frisa o jovem. “O mundo está cheio de pessoas famosas que não o merecem ser. ‘Bora tornar famosas as pessoas com histórias que são realmente interessantes?” A.M.H.

Fonte: P3

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Paint Chips by Shawn Huckins

"Walking down the paint aisle at a home-improvement store and examining the vibrant hues of color swatches calls to mind an infinity of vague possibilities. But it’s often hard to visualize exactly how you could incorporate a new color into your everyday living space. Artist Shawn Huckins takes on the challenge by incorporating scenes into paint-swatch gradients. Employing a retro style that depicts average-Joe citizens in down-home environments, Huckins creates a sort of commentary on daily life while paint swatches serve as the backdrop."

link
































terça-feira, 12 de maio de 2015

2015: 25 years of Photoshop

I've just realised that I started to work with Photoshop a thew years ago.. like 15 years ago. At that time, it was the Adobe Photoshop 3.0. I don't know how do I feel about it. 

The link below is a observation game to test your experience: can you tell if the images are Real ou Photoshop? I messed up in two. True story. 

Thank you, Dave.